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Razões pela qual eu não gosto de futebol

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Antes de escrever, já aviso:

1 – Antes de tacar pedras, leia o post INTEIRO.

2 – Estou completamente imune a comentários do tipo ofensivo. Esses serão barrados na hora da moderação.
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Já dizia o meu ex-professor de Física: “Futebol não presta. Futebol se resume a vinte e dois jogadores correndo atrás de uma bola. Futebol só dá homem. E homem, é coisa que a gente não quer.”
No dia eu ri e achei a coisa mais certa. O que eu ganharia ao assistir futebol? NADA! Aprenderia a ‘rica’ arte de se detectar um impedimento, um pênalti? Não iria acrescentar nada na minha vida.
Futebol só presta para quem joga, pelos benefícios da atividade física REGULAR (não me refiro aos peladeiros de final de semana, até porque, para eles, jogar futebol apresenta um risco eminente à saúde) e também pelos jogadores profissionais que ganham milhares de reais enquanto os torcedores perdem 90 minutos de sua vida com a bunda na cadeira idolatrando um time como se fosse um Deus.
Vou mostrar os motivos pelos quais eu não gosto de futebol.

1 – Fanatismo

A coisa que me deixa mais revoltado na vida é o tal do fanatismo. Até mesmo fora do futebol. Não entendo o porquê das pessoas matarem e morrerem por um time que não dá nada a elas. Não entendo o sentido duma torcida que se diz ‘organizada’ e que promove apologia ao roubo, às drogas e ao assassinato. Torcidas pseudo-organizadas deveriam ser extintas. Não entendo o chororô descontrolado dos torcedores ao saberem que o time caiu pra segunda divisão. Parece que o time é a mãe de cada um e que eles estão consumando o velório da dita cuja.

2 – Violência

O futebol promove a violência. Tanto dentro do gramado, quanto nas arquibancadas ou fora do estádio. Mais uma vez não compreendo o motivo de uma briga por uma instituição suja e ridícula. Todos os torcedores parecem animais famintos, matando para defender seu pedaço de carne.

Lembra das sazonais mortes de torcedores que aparecem no jornal? Pois é. A mãe, coitada, toda indignada, dizendo que o filho era uma pessoa de bem, que não fazia mal à ninguém (isso estrofado, dá até um poema. Que tocante!). Na verdade, o filho, às vezes, tinha culpa no cartório na mesma proporção do assassino.

Os fanáticos não se contentam com pouco. Um acusa o adversário de viado, outro de corno, outro de mal pagador, de cachaceiro, de maconheiro, de filho da pluta e outras espécies de xingamento. Ou seja, no final tudo vira um entrudo. E os entrudeiros, com PhD em bandalheira.

3 – Futebol formando gerações

Todos, principalmente o governo, veem no futebol um meio de formação de caráter. Para mim, eles precisam de um ‘oftalmopsiquiatrista’ urgentemente. A formação de caráter que o futebol promove resulta numa geração pobre de espírito e cultura. Não vê os boleiros? A única coisa que eles sabem é tirar foto olhando pra lugar nenhum mais que forçadamente e fazer hang loose em frente ao espelho. Não vê o Adriano? Chega nos lugares se proclamando o verdadeiro imperador da república. O futebol forma pessoas egocêntricas. Cada jogador pensa que é melhor que o outro, que Deus apontou pra ele e disse “você é o cara”. Todo dia um jogador dá entrevista, dizendo a mesma ladainha. O que muda são os erros de concordância, de pronúncia das palavras etc. Enfim, um pobrema mais maior que todos os outros.

4 – A sujeira do futebol brasileiro

Quem assiste futebol financia a riqueza alheia. Todos dão sua singela contribuição para as federações estaduais se enriquecerem. Enquanto os chefões estão num conforto de um palacete, assistindo TV à satélite num plasma de última geração, os pobres estão se remoendo por dentro esperando a hora do futebol e ajeitando o bombril na antena da TV de 14″. Não vê o Edilson Pereira de Carvalho? Pois é!

Lição do Titio Matheus: Só ligue pra futebol se ele te dá algum retorno financeiro. Você gosta de futebol? Ótimo! Seja jogador, dono de TV, presidente da CBF ou de um time de fudebol, árbitro corrupto. Mas antes, esteja ciente que a sua profissão relacionada ao mundo da bola dê dinheiro! Caso contrário, você estará nutrindo um amor não correspondido.

Para você ter uma suave noção do problema, assista esse comercial da Skol, falando dos torcedores e depois acompanhe a minha interpretação dos fatos:



“Boa noite.”

Eu amo você(s)

Sim. Você aí em frente à tela! Eu te amo! Eu prometo que a nossa amizade será eterna,  mesmo que meu nível de relação com você seja quase nulo. Eu te amo e pronto. Aliás, querido(a) amigo(a), gostaria de que você me mandasse seu perfil do orkut, para eu poder fazer um depoimento bem acalorado. Onde eu possa desabafar e declarar todo o meu amor por você.

Calma aí! :D

Esse primeiro parágrafo foi feito pra ilustrar como é o mundo virtual hoje em dia. E não é exagero meu, acredite. Quem nunca presenciou uma coisa dessas?

Creio que o mundo de hoje está desregulado. Como diria o avô da minha professora de Língua Portuguesa: “O errado está virando certo e o certo está virando errado”. Qual a explicação para relacionamentos meteóricos? Bem, caros leitores, só consigo uma reposta pra isso. O conceito de amor e amizade é muito superficial. Aliás, conceito de amor e amizade existe sim, o problema são as pessoas que dizem amar o outro. Será que elas nunca descobriram o real significado dessa palavra de 4 letras? Ou será que elas fingem amar, para suprir a necessidade de carinho ou de reputação social?

Esse assunto é um dos que eu quero refletir mais.

OBS.: Eu não estou dizendo que o mundo inteiro está fingindo que ama, que o mundo está mergulhado na maldade humana pra todo sempre. Estou dizendo que muita gente está tendo esse tipo de comportamento, não todos. ;D

Xexocando o documento

Veja este cartaz e fique impressionado com tamanho esmero do escritor.

Só em Sete Lagoas

Para refletir…

(…) É certo que o artista não deve ter pressa, é preciso saber esperar. Mas isto do sujeito que só se põe escrevendo “quando sente disposição” é estupidez… Principalmente para o prosador. (…) O prosador lida com a inteligência lógica, está no plano do consciente, das relações de causa e efeito. O seu discurso tem cabeça, tronco e membros, princípio-meio-e-fim, embora pouco importe que muitas vezes o assunto exija que o fim esteja no princípio, e o princípio no meio. Não tem disposição? Não se trata de ter disposição: você é um operário como qualquer outro: se trata de ter horas de trabalho. Então, vá escrevendo, vá trabalhando sem disposição mesmo. A coisa principia difícil, você hesita, escreve besteira, não faz mal. De repente você percebe que, correntemente ou penosamente (isto depende da pessoa) você está dizendo coisas acertadas, inventando belezas, forças, etc. Depois, então, no trabalho de polimento, você cortará o que não presta, descobrirá coisas pra encher os vazios, etc. etc. (…)

REFERÊNCIA
ANDRADE, Mário. Cartas a um Jovem Escritor. Remetente: Mário de Andrade. Destinatário: Fernando Sabino. 3ª ed. Rio de Janeiro: Record, 1993.

Síndrome da canonização post mortem

Eu sempre analisei isso. Não só quando alguém comum morria, mas tambémquando pessoas “famosas” morrem. Tudo começou com o João Hélio: Era taxado de anjinho. Depois foi Isabella Nardoni: A estrelinha. Agora que a Eloá morre eles estão dando o sobrenome de anjo também. Eu vi um vídeo no youtube: “Eloá: Mais um anjo vai pro céu”. O criador do vídeo nem devia saber quem era a pobre da menina. E se ela foi uma diabinha em Terra? Se ela aprontava todas (como cornear o FDP do Lindemberg)? Se ela desrespeitava o pai, a mãe e todo mundo? Só porque a menina morreu ela vira um santo assim, repentinamente? É assim com muita gente. Pessoas que viravam as costas e distribuíam ódio e discórdia pra outros, choram uma caixa d’água no caixão e dizendo: “Me perdoaaaa!! Me leva junto!”. Falsidade ou arrependimento não vem ao caso. O que não podemos fazer é canonizar um diabo ou uma pesso aque a gente nem conhece depois que morre. Sejamos francos com os outros e com nós mesmos.

Da série: Reportagens para rir

Clique na reportagem para ampliar, leia e ria.

Sabe o q e´ o tiopes reaumenti comofas/////
fikdik pu gõrnau

Inflando a soberba e o ego alheio

Hoje na hora do recreio, estava eu cruzando o pátio da minha nova escola, quando me deparo com uma multidão de gente e um cartaz com os dizeres mais ou menos assim “Os 5 homens e as 5 mulheres mais bonitas do colégio”.

Dei a notícia aos meus colegas de sala antigos (da outra escola). Eu iria votar, imagina se eu ia perder uma coisa tão banal e ridícula dessas? Além do mais, seria uma chance imperdível de eu exercitar meu sarcasmo (sarcasmo esse justíssimo).

Cheguei até a mesa. Me senti numa verdadeira eleição de grêmio estudantil. Cédulas rosas para votar nas mulheres, cédulas azuis para votar nos homens (os homens só podiam votar nas mulheres e as mulheres, conseqüentemente, só podiam votar nos homens). Duas urnas encapadas em papel craft com total esmero. Em cada boca de urna, a cor rosa e azul. Cada pessoa que votava tinha seu nome marcado. Lista de chamadas de todas as séries e salas estavam disponíveis para consulta. Uma “eleição” de dar inveja a qualquer outra eleição séria.

Peguei a cédula e a caneta e escrevi o nome de uma aluna com o máximo cuidado de não detectarem meus hieróglifos minha “caligrafia”. Quer saber meu voto, é? Segundo a Juztissa Elaytorau da minha escola, o voto é secreto.

Depois do alvoroço, nós (eu e meus colegas antigos) comentamos o teor da votação e chagamos a um paracer: A empáfia é prima da banalidade adolescida.

Observação: Essa votação foi realizada pelos alunos.

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